Um dia, eu vou escrever sobre as gatas, mais provável que sejam gatas, que gritam impiedosamente aqui no condomínio.
Isso gera tanta curiosidade em mim. Seria por dor? Seria uma grito de femêa apelativo aos gatos machos? Gatos no masculino só podem ser machos, ou pelo menos deveriam ser...
Vou escrever sobre como elas, ou seria ELA... gritam cincronizadamente pelo pedido de ser. Pedido de ser gata, felino, quadrupede, mamífero e pedante, como toda gata é.
É como uma urgência de gata no cio, ela quer e pronto, seja lá o quê.
E as vezes eu mesma grito como uma gata, grito pra dentro e ninguém escuta. E porque eu grito? Porque há o direito ao grito.
E gatos são coisa constantes na minha mente quase sem sanidade, eu imagino gatos bailarinos dançantes quando ouço uma música quase impossível, e eles dançam com o sol, que logo após se transforma em chuva.
E agora eu descobri que o grito do gato, ou da gata, a essa altura nem faz mais diferença; o grito também é uma dança. O grito é uma dança do som alado, órfão, desmedido.
Por isso que todos os gatos e gatas gritam, é um sussurro ardente, e todo grito deveria ser gato também.
MIAU!
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