domingo, 26 de dezembro de 2010

Todo

Sei que há dentro de mim uma força, que eu chamaria de sentimento. Isso é porque vivo largamente, ocupo todos os espaços que minha respiração pode alcançar. Me dôo por inteiro e facilmente a esta coisa magnífica que se chama sentir...
Abraço todos as causas impossíveis da minha vida e ainda assim continuo a pulsar.
É porque ser mulher não é ser delicado, é reconhecer a vida em diversas fontes e ainda sim, sobreviver sem medo as dores e angústias femininas.

Estar longe da loucura me preocupa, as vezes me afasto, mas tenho de voltar...logo!
Não me acho fora de mim, por isso vivo tão tangentemente áquilo que muitos não entendem. É difícil entender, é ter de se jogar, e é perigoso, Você quer se jogar comigo? Neste abusmo absurdo que é ser pessoa?
Minha pessoa sabe que toda tentativa de libertação é doída, poruqe há o medo da vitória, e a vitória nem sempre é sinônimo de ganhar.

E se eu fujo de ser eu mesma, é porque sei que pode assustar, e tenho medo de que meu susto pode causar. Eu sou maior que mim...

E eu escrevo assim, sem pretensão... É só para aliviar-me, uma espécie de fome de palavras, onde quanto mais eu como menos me sacio.

Não há o que fazer... Vivo! O que mais de diferente pode haver???

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