segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

7, chuva, fim, mundo, triste, alegre e todas as outras palavras que couberem no meu coração

Porque eu tenho medo de perder aquilo que eu nem sei se conquistei?
Porque o fundo onde guardo todas as minhas perguntas e aflições é tão infinito?
E porque meu pensamento é tão vasto, que de tanto pensar em tudo, eu penso em nada?

Ser é pessoal e intransferível e meu acúmulo de lágrima é maior que a imensidão.
Pensar as vezes é sacrifício, sentir é obrigação. Me dói não ter certezas, mas ter certezas é tão afunilador que eu me perderia... E sobraria só o que eu não aprendi.
E porque as segundas-feiras se parecem com fim de tarde, que é triste e cinza?
Não gosto de fim de tarde, e gosto ao mesmo tempo... Dá um sentimento todo meu, um cheiro colorido e cinzento ao mesmo tempo, que eu criei, e criei sozinha, como se de novo e de novo eu tivesse 7 anos de idade.
E de tempo em tempo eu tenho 7 anos de idade, foi exatemente quando eu descobri que ser livre é encontrar-se com sua própria sombra e assim, aceitá-la. Foi quando descobri também, que talvez eu não sirva para esse mundo, e só sirva para o meu mundo quem não pertence a este.

Tô chorando sorrindo, porque eu não sei o que fazer com a felicidade.
Alguém sabe o que vem depois da felicidade?

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